Uma novela britânica

Uma promessa: voltar a escrever no meu blog, pelo menos três vezes por semana.
Um fato: estou completamente órfã de novelas.
A TV Globo entrou numa safra triste de novelas hein?! Colocar uma novela lenta como Salve Jorge depois da aceleradíssima Avenida Brasil foi quase covardia. Nanda Costa não tem carisma, a trilha sonora se resume a “esse cara sou eu”, a Turquia está fazendo figuração e os personagens do Alemão não nos divertem tanto quanto os tipos do Divino. Guerra dos Sexos chega a dar vergonha. Tony Ramos e Irene Ravache são excelentes atores e não mereciam ficar nessa novela pastelão. Fora que esse tema de guerra dos sexos ficou completamente datado e Silvio de Abreu não soube solucionar esse problema. Sobra Lado a Lado que patina na audiência, mas é linda, com um quarteto protagonista que convence, mas tem uma história que não decola muito, até vejo alguns vídeos na globo.com mas esse horário das 18h ficou impossível pra mim.
Esse blá blá blá todo foi para falar da série que eu descobri nesse período negro da Globo: Downton Abbey.
Quem acompanha as premiações de TV certamente já ouviu falar nessa produção britânica. Aqui no Brasil já foi exibida a primeira temporada na Globosat HD, mas sem previsão de estreia para a segunda. No Reino Unido, a terceira temporada acabou, o Christmas Special vai ao ar no Natal e a quarta temporada só em setembro/ outubro do ano que vem (#chatiada com isso).
A história é muito simples, mostra a vida da família aristocrática Crawley que vive no country state que dá o nome da série. A primeira temporada começa em 1912 com o Titanic afundando e todas as consequências que isso traz para a família. Além da família tem toda a criadagem e a relação deles com os patrões.

Os personagens são incríveis, todo mundo tem o seu Crawley e seu empregado preferido. O cenário, o figurino, a fotografia, é tudo impecável. Os Emmys, Globos de Ouro e BAFTAs que a série já ganou não me deixam mentir.
E a melhor série para fazer maratona: a primeira temporada tem sete episódios, a segunda tem nove e a terceira tem oito. É rapidinho meu povo, e tem uma pegada de novela, com ganchos, casais, especulações, dramas…
Seria impossível falar de Downton sem falar de Maggie Smith. Esse senhorinha é um gênio!!!!! Para os Pottermaníacos ela fez o papel da querida Minerva McGonagall. Na série ela interpreta a matriarca da família, é super conservadora (mas que surpreende nos momentos liberiais) e tem as melhores tiradas do programa, sendo também um ponto cômico, com humor inteligente, é claro. Tanto que a atriz ganhou dois Emmys por esse papel.

Mais um detalhe? Sabe quem declarou adora Downton? Michelle Obama! A ansiedade da moça de ver a terceira temporada era tanta que ela pediu os dvds para os produtores da série.
Depois dessa você está esperando o que para ver também?

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É tetra

Hoje o Rio amanheceu coberto de pó de arroz. Sobrenatural de Almeida nos deu sossego. João de Deus nos deu a benção. Nelson Rodrigues, no ano de seu centenário, aplaudia no céu.
Sim, o meu Fluzão conquistou o tetra ontem. O Flu dos 19 gols de Fred, das grandes defesas de Cavalieri, dos passes de mestre do Deco, o Fluminense comando por Abel (tinha que ser um nome biblico).
Foi fora de casa, mas Nelson já dizia “Nas situações de rotina, um `pó-de-arroz’ pode ficar em casa abanando-se com a Revista do Rádio. Mas quando o Fluminense precisa de número, acontece o suave milagre: os tricolores vivos, doentes e mortos aparecem. Os vivos saem de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas.” A torcida do Flu é linda e domingo vamos fazer aquela festa para comemorar o tetra.
Não estamos acostumados a conquistas folgadas, o título aos 42 minutos do segundo tempo teve gostinho de sufoco, mas o Flu mostrou porque é conhecido como o time de guerreiros e conquistou o brasileirão com 3 rodadas de antecedência.
E é por isso que eu canto que eu visto esse manto, orgulho de ser tricolor.