A minha novela

Depois de pedir muitas explicações sobre Salve Jorge no post da semana passada, hoje vim falar da minha novela Lado a Lado. Ela pode ser lenta, sem muitas emoções ou grandes acontecimentos, mas é linda, e é uma delícia de acompanhar.

Motivo número um: o elenco. Patricia Pilar, Camila Pitanga, Lázaro Ramos, Marjorie Estiano, Thiago Fragoso, Milton Gonçalves e mais uma galera muita boa. Todos estão muito bem e entrosados. Se em Insensato Coração Lázaro e Camila não vingaram, em Lado a Lado torcemos, e muito, para esse casal que passa por muitas provações (adoro essa palavra). Patricia Pilar ganhou uma vilã bem diferente de Flora, e arrasa em todas as cenas, conseguimos até compreender um pouco da loucura da Constância. Mas para mim Milton Gonçalves é o cara dessa novela. Seu Afonso, um morador do morro, que vive uma situação extremamente complicada com a filha Isabel, ele ama a filha mas ao mesmo tempo discorda com a maneira que ela vive. Pra mim a melhor cena da novela toda foi a que ele fez uma serenata para filha. Muito emocionante mesmo.

Motivo número dois: a trilha sonora. Música brasileira de primeira linha. Toda vez que aparece Isabel e toca O Mundo É Um Moinho eu fico um pouco emocionada, juro essa é a música mais linda do universo. Liberdade, Liberdade encaixou como uma luva para abertura da novela. A Flor E O Espinho, Me Deixa Em Paz, Sei, A Voz do Morro são algumas das muitas excelentes músicas da novela.

Motivo número três: a caracterização. Tem tempo que não via uma novela esteticamente tão bonita como Lado a Lado. Os cenários e os figurinos estão deslumbrantes, um verdadeiro mergulho no Rio de Janeiro nos anos 20.

Motivo número quatro: é um novelão. E não tem a menor vergonha de ser uma novela, com uma mocinha sonhadora, um mocinho que tenta fazer de tudo pra ter a mocinha, uma vilã sem caráter que se mete em tudo para atrapalhar o casal principal. E junta o motivo quatro com o motivo um e temos um novelão muito bom, que mesmo tendo um ritmo um pouco mais lento que as Avenidas Brasis da vida, consegue nos conquitar. Semana passada, por exemplo, Camila Pitanga (Isabel) deu um show na discussão com tapa e tudo na Patricia Pilar (Constância) e depois colocando pimenta na boca da Sheron Menezes (Berenice).

E mesmo com tudo isso é uma pena que audiência da novela tenha decolado. Esse horário é meio ingrato, misturado com horário de verão e passou pelo horário político, mas esperava-se números maiores. Mas, mesmo assim, Lado a Lado nos lembra o que é um bom folhetim, com todos os ingredientes necessários.

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Por uma série com mais glamour

E finalmente ela já tem uma data de estreia! A minha série querida e super glamour, também connhecida como Mad Men, estreia sua sexta temporada no dia 7 de abril, com um episódio de duas horas. A HBO ainda não divulgou a data de estreia no Brasil, mas não acredito que eles vão deixar a gente esperando muito mais.
Já pipocou aí na internet algumas fotos de Don Draper e Megan gravando no Havaí, o que indica que o casal continua junto, feliz e pimpão. Não sou fã da Megan, acho que ela não combina Don, adorava as maluquices da Betty, mas realmente e bichinha sofreu muito com as centenas de puladas de cerca do marido. Mas vamos focar no mais importante? Sério Jon Hamm, você é um dos atores mais charmosos da TV! Dá um look no casal na praia!
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Essa semana a AMC (canal da série lá nos EUA) também liberou as fotos oficiais da sexta temporada. E é claro ficou puro glamour. Eu amei essas fotos! Queria viver naquela época e ser amiga de todos eles hahahahahahah. Como já dizia Sue Sylvester, de Glee, “Commercials aren’t real life. Advertisers are manipulative alcoholics who use images to play on our emotions. Haven’t you seen Mad Men?”.
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Muita atenção para a foto acima!!! O que é Sally Draper??? Gente como a menina cresceu! A Kiernan Shipka rouba a cena total! Está totalmente it girl dos anos 60!
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Mad Men, pode voltar pra gente, que nós estamos morrendo de saudades!

Alguém me explica Salve Jorge?

Sou noveleira assumida, gosto de ler resumo, fofoca e o que tiver sobre a dita cuja, mas ultimamente não estou conseguindo acompanhar nada. O interesse foi lá para as cucuias. Aqui me refiro as novelas da Globo, porque Record nem pensar e Carrossel me basta o original.
Lado a Lado é um caso a parte, acho a novela, linda, inclusive vou falar dela em um próximo post.

Mas Salve Jorge me incomoda num grau, que me faltam palavras para me expressar corretamente. Tenho o maior respeito por Gloria Perez, minha primeira lembrança novelística foi Explode Coração, de 1995, com os ciganos e as crianças desaparecidas. Lá no início dos anos 2000 eu amava O Clone, a parte dos Marrocos, do muito ouro e Inshalá. Mas eu gostava porque era diferente. Agora a Turquia de Salve Jorge não é mais diferente, é um grande mais do mesmo. E isso cansa qualquer um. A trama que mais empolga é a do tráfico de mulheres, mas confesso que acho meio pesado, e não tem nada que possa fazer um contraponto. Falta carisma nos personagens, falta leveza e bom humor na trama.

Talvez o grande problema de Salve Jorge seja a novela antecessora, Avenida Brasil, que tinha um ritmo frenético de seriado e personagens mais caristmáticos. É normal esse período “de luto” para o público se acostumar, mas dessa vez está demorando muito. Lívia e Wanda que me perdoem, mas Carminha dá de mil em vocês, e esse núcleo do Alemão faz a gente morrer de saudades do Divino. E simplesmente não aguento ver Nicette Bruno fazendo a velha louca que só fala com o seu cachorro! Stenio Garcia nunca vi na novela, só sei que ele faz porque o seu nome tá lá na abertura. A gente cansa de ler que está cada vez mais difícil a escalação dos atores nas novelas e vemos Glória desperdiçar vários nomes em núcleos pequenos.

O casal principal não tem química, o que não é novidade para Glória já que em Caminho das Índias e América os casais “principais” não terminaram juntos. Théo é o maior bobão da história e Morena não tem carisma nenhum.

A audiênica da novela não é ruim, mas também não decolou, e isso é reflexo da nossa impaciência ao assistir a novela. Não dá, não aguento mais. Sinto saudades de Carminha e cia. Que venha logo a próxima novela das 21h “Em nome do Pai”, a primeira de Walvyr Carrasco para o horário. Momento desabafo e até amanhã.

De volta para o passado

Semana passada estreou na CW TV o seriado The Carries Diaries, que mostra a vida da nossa querida Carrie Bradshaw antes de se tornar a fashionista que todos conhecemos e amamos.

Contextualizando, a CW TV é um canal de TV aberta nos EUA conhecido por ser a casa de séries teens como Vampire Diaries, Gossip Girl, One Tree Hill e 90210. Portanto, sua audiência não chega aos pés de canais grandes FOX e ABC, o que diminui e pressão da série nova. Com o fim de Gossip o canal precisava de uma série para ocupar o seu lugar.

Na produção executiva temos nomes conhecidos como Amy B. Harris (Sex and the City, Gossip Girl), Josh Schwartz (Hart of Dixie, Gossip Girl e The O.C.), Len Goldstein (Hart of Dixie) e Candace Bushnell. A história começa em 1984 e é baseada nos livros The Carrie Diaries e Summer and the City, de Candace Bushnell, que também escreveu Sex and the City, ou seja conhece Carrie melhor do que qualquer pessoa.

Mas chega de lenga lenga e vamos falar do que realmente importa: a séria é fofa, como uma boa e velha Sessão da Tarde, e não digo isso de maneira ruim! Somos apresentados a Carrie, muito bem interpretada por AnnaSophia Robb, ainda em uma cidadezinha pequena, no high school e sofrendo com a perda da mãe. O pai de Carrie, para ajudar a filha a coloca em um estágio em NY em um escritório de advogados, e aí nós já sabemos que foi amor à primeira vista pela Big Apple.

Acho que todo mundo tem um caso de amor e ódio com a década de 80, era tanta cor, tanto penteado ruim e tanta cafonice junta que até sufoca, mas senti falta disso na série… Queremos mais ombreiras!!!! Outra coisa bem marcante dos anos 80 foi a sua música e nisso o seriado acertou em cheio. Escutamos Girls Just Wanna Have Fun, Betty Davis Eyes, Material Girl, Footloose, entre outros, já no primeiro episódio.

Para quem não viu Sex and The City, The Carries Diaries vai ser uma nova série teen só que nos anos 80, e para quem já acompanhava fica aquela sensação de nostalgia, eu particularmente não me incomodei, mas sempre tem aquele fã que não gosta, porque faltou algum detalhe, ou simplesmente porque não aceita ninguém fazendo a Carrie, só a Sarah Jessica Parker. Eu vi o piloto e continuarei acompanhando a série, torcendo para que ela ganhe uma temporada completa.

Quanto vale um picolé de chuchu?

Entra ano e sai ano, e em janeiro ele começa para pertubar as nossas vidas. Ame ou odeie, o Big Brother Brasil sempre rende alguma coisa não é mesmo?!
Mais para mim uma coisa é certa: nunca gosto dos campeões. Com exceção do Alemão no BBB7, todos os vencedores eram sem graça, sem apelo nenhum, sem carisma e sem personalidade. Fael? Rafinha? Mara? Cida? Me poupe né?! Tudo bem que Maria tinha mais do personalidade, mas não fui muito com a cara dela.
E com o BBB13 não vai ser muito diferente, logo na primeira semana a Aline, um dos principais personagens da casa, foi eliminada com 77% dos votos.
A mistura entre veteranos e novatos já deu uma mexida na casa, os veteranos já chegaram colocando banca e já sabendo como a banda toca, deixando os novatos bem acanhados. Aline já chegou fazendo confusão e batendo boca com Bambam. E vi hoje no Video Show que ela deu uma das melhores definições para o Elieser: um picolé de chuchu com calda de quiabo. E vamos combinar que a casa tá cheia de picolé de chuchu, inclusive Ivan o concorrente da Aline no paredão.
É um pena que o público prefira manter na casa os picolés de chuchu do que os personagens que criam caso, que são polêmicos, engraçados e que mexem com a estrutura da casa. E chega nas últimas semanas do reality e fica um marasmo só, de dar sono.

Aline, vamos sentir falta das suas pérolas.
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Para ver outras pérolas da moça clique
aqui.

De pouquinho em pouquinho

Se o negócio está esquisito com as novelas já não podemos dizer o mesmo das microsséries da TV Globo, depois do grande acerto com o Canto da Sereia na semana passada, fomos presenteados com Gonzagão!

Gosto desse formato menor, é mais movimentado, prende mais a atenção. Com Dercy de Verdade, exibido no ano passado, e Dalva & Herivelto, em 2010, vimos produção muito bem realizadas e caprichadas, com excelentes histórias e elenco de primeira.

Agora, além desse formato de poucos episódios a ideia é passar filmes brasileiros como se fossem microsséries, com algumas modificações e cenas inéditas. Ano passado, o formato foi experimentado com o filme Xingu, com pouco mais de 350 mil espectadores, seu público se multiplicou ao ser adaptado na TV, média de 14 pontos no IBOPE.

Hoje, depois do BBB, começa a microssérie Gonzaga – de pai para filho, que é uma produção fresquinha (outubro de 2012), com mais de mais de dois milhões de espectadores. Eu não vi o filme (vergonha, eu sei) então achei ótimo! Acho uma excelente oportunidade de levar produções nacionais para um público mais amplo. Acho inclusive uma boa ideia para os canais de TV paga para eles se adequarem a essa nova lei (esse aí já é um assunto para outro post).
Então hoje, está marcado na minha televisão, Gonzagão e Gonzaguinha!

Ano novo, vida nova

Antes de mais nada queria aproveitar o primeiro post do ano para agradecer as mais de 10.000 pessoas que acessaram o Pintas da Joaninha em 2012! Continuem por aqui em 2013 também!
Aproveitando as minhas férias resolvi dar uma reformulada no Pintas, no visual, como vocês podem ter percebido, e no conteúdo também. O blog será a partir de hoje dedicado à televisão. Novelas, séries nacionais e internacionais e realities serão os meus principais focos, vamos comentar de um tudo, da TV trash com o BBB ao biscoito fino com Downton Abbey. Espero que gostem e que vocês continuem me visitando por aqui. Toda e qualquer sugestão é muito bem vinda.
E depois desse lenga lenga vamos começar esse ano em alto estilo comentando os vencedores do Globo de Ouro de ontem!
Amy Poehler e Tina Fey arrasaram como anfitriãs da noite! Algumas piadinhas internas eu confesso que não entendi muito bem, mas no geral acho que elas deram mais leveza para esse tipo de premiação que é super arrastada.
Vamos aos vencedores?

Melhor série de comédia ou musical: Girls.
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Merecidíssimo! Sou fã de Girls e vi todos os episódios da série em dois 2 dias (são só 10!). Ontem foi a estreia da segunda temporada que promete novos conflitos, novos personagens e novas piadinhas sem noção.

Melhor série dramática: Homeland.
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Essa era mais do que previsível. Por mais que eu ache que a primeira temporada da série foi melhor do que a segunda, Homeland é a melhor série da atualidade. Ainda que Downton Abbey tenha um lugar especial no meu coração. Em tempo: o Showtime já avisou que a terceira temporada de Homeland estreia dia 29 de setembro. O que fazer até lá?

Melhor atriz em série de comédia: Lena Dunham (Girls).
Essa menina é um ET. Ela é roteirista, diretora, produtora e atriz principal do seriado. Alguém tinha dúvida que ela ia levar?

Melhor ator em série de comédia: Don Cheadle (House of Lies).
Confesso que nunca vi esse seriado. Tá aí uma boa alternativa para maratona.

Melhor atriz em série de drama: Claire Danes (Homeland).
Palmas, muitas palmas para Claire, a agente da CIA que é doida e sempre tem razão. Fico até com nervoso quando a Claire Danes faz aquela cara de perdida de Carrie. E depois que eu descobri que ela filmou uma cena de perseguição tensa com um barrigão de oito meses fiquei ainda mais fã.

Melhor ator em série de drama: Damien Lewis (Homeland).
Ainda não sei qual é a do Brody. Depois de 24 episódio Damien Lewis continua arrasando no papel de pseudo terrorista soldado arrependido.

Melhor minisérie ou filme para TV: Game Change.
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Ahhhhhh e o público vai ao delírio, ou pelo menos eu. Vi esse filme sem esperar muita coisa e ADOREI, vale cada minuto! Sarah Palin não deve ter gostado muito, mas a gente amou. Para quem não viu ele passa direto na HBO e está disponível no HBO Go, agora se você não tem HBO pode chorar mesmo.

Melhor atriz em uma minissérie ou telefilme: Julianne Moore (Game Change).
Lógico que ela ia ganhar! Aliás Julianne tava a cara da fineza no vestido PB. Ela encarnou a Sarah Palin e deixou até a Tina Fey com inveja.

Melhor ator em uma minissérie ou telefilme: Kevin Costner (Hatfields & McCoys).
Aí você me pegou porque eu não sei nem do que se trata. Sorry.

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme: Maggie Smith (Downton Abbey).
Depois desse prêmio dormi até mais feliz. Downton Abbey é uma das séries mais incríveis que já vi. O elenco é muito bom, e Maggie é a cabeça da galera. Violet com as suas tiradas e seu humor britânico faz toda a diferença na série.

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme: Ed Harris (Game Change).
Junto com a Julianne Morre, Ed Harris fez o filme. O personagem dele conseguia ao mesmo tempo ter pena da Sarah Palin e querer matar a moça por seu comportamento. Achei mais do que justo o prêmio.

Em termos de televisão não tivemos grandes supresas. Mas o pessoal de Modern Family ficou meio #chatiado.
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Por hoje é só, e amanhã tem mais.