Esquenta

Domingos são dias chatos, tediosos e sem graça, principalmente na TV aberta que ficamos rendidos ao futebol, Fantástico, Gugu, Faustão e cia. Mas se tem um coisa boa desse dia é o Esquenta, da TV Globo, comandando pela Regina Casé. O programa estreou em esquemas de temporada em 2011, e que agora foi confirmado na grade fixa do canal em 2013.

Sou fã do programa, que na minha opinião, representa o Brasil (me perdoem o mega clichê). É a bagunça, a mistura e a pluralidade no nosso país na nossa telinha todos os domingos. Dizem que lembra um pouco do Chacrinha, mas eu com meus 22 anos, não posso afirmar isso, pois nunca vi o “Velho Guerreiro” em ação.

Enquanto muita gente só consegue criticar o Brasil e nossas mazelas de terceiro mundo, o Esquenta mostra o que a gente tem de melhor, seja na música, na literatura, ou em projetos sociais. Em seus episódios temáticos, Regina Casé e sua equipe vão da brincadeira ao assunto sério em segundos, mas sem parecer piegas ou fazendo assistencialismo. O episódio sobre carros, por exemplo, foi recheado de músicas sertanejas como “Camaro Amarelo” e “Fiorino”, mas soube ser sério para falar sobre a Lei Seca e sobre a prevenção de acidentes. Na estreia da atual temporada, Regina Casé foi até Brasília conversar com nossa presidenta sobre a rede Sarah, que virou uma referência no país. No episódio de ontem, Martinho da Vila e sua família arrasaram cantando uma versão quase jazzística do samba “O show tem que continuar”, foi de arrepiar. Mas também aproveitou que era feriado de Tiradentes para falar sobre o projeto “Dentistas do Bem”.

Uma salva de palmas à parte para a turma musical do Esquenta. Péricles, Arlindo Cruz, Mumuzinho e Leandro Sapuchy e cia comandam uma super banda que vão do axé, funk, samba, rock e pagode sem perder o bom humor. Mesmo o programa sendo gravado, conseguimos ver uma espontaneidade, que nem alguns ao vivos transmitem.

Em uma entrevista que li recentemente com a Patricia Pillar no jornal O Globo, ela fez um comentário que acho que resume muito bem a função do Esquenta:
“Eu acho que é ou deveria ser natural que o artista em geral seja alguém com desejo de mudar, interessado no outro. Porque nosso trabalho é se colocar no lugar do outro. Eu vejo o que acontece à minha volta, acredito que transformar é uma função importante do artista. Uns usam e outros não. Essa turma do Esquenta! está fazendo isso.”

O Esquenta nos faz relembrar a impotância da TV, não só como um meio de entretenimento, mas como um meio de informação a transformações. E que venham muito mais Esquentas por aí em 2013.

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