Receita de Bolo

A programadora Globosat (dos canais Multishow, GNT, Viva, Sportv… ) está com um programa de desenvolvimento de roteiristas, que receceb aqui no Brasil figuras importantes da área, que já trabalharam com séries consegradas como Mad Men, Friends e CSI.

Para nós, que não queremos ser roteiristas e que somos apenas apreciadores, é uma oportunidade de ver mais entrevistas com a galera que faz os programas que tamto amamos. Na revista Monet de Maio tem uma matéria muito legal, sobre o que faz uma série ser um sucesso ou não. E vi algumas falas que resolvi compartilhar por aqui.

“Os tipos interessantes, colocados em situações realmente interessantes. A cada semana você os convida para sua casa, para sua sala de estar. Eles tem que ser quase uma versão de você.” – Barry Schkolnick (Good Wife e Law and Order)
Quando nos envolvemos com uma série ou uma novela, nos apegamos de verdade ao personagens. São pessoas que estão no nosso cotidiano. Realmente deixamos um programa tomar conta de nossas vidas. Atire a primeira pedra que não mudou o horário de sair para algum lugar porque nào podia perder um capítulo da novela. No último dia de Avenida Brasil, as ruas estavam até mais calmas.

“O ingrediente de um programa de Tv de sucesso é como posso me relacionar com a história como um telespectador. Há sempre um momento de identificação. Cada programa de sucesso, seja Avenida brasil ou Homeland tem um personagem que eu consigo me identificar” – Don Hasteld (SWAT e Witchblade)
As novelas que recentemente retrataram o subúrbio e a tal da ascensão da classe C estão aí para provar isso. Cheias de Charme e Avenida Brasil foram fenômenos de audiência por terem personagens que nos identificamos tanto, ou personagens que almejamos ser um dia. Girls é outra prova que a identificação é uma das chaves do sucesso. Enquanto víamos Sex and the City, pensávamos que gostaríamos de ter a vida de Carrie e cia. Quando vemos Girls pensamos que temos, mais ou menos, aquela vida.

“É um negócio muito difícil, então acredito que o nosso objetivo seja chamar atenção do maior número de telespectadores possível. E manter um nível de qualidade que atinja a imaginação das pessoas.” – Anthony E. Zuiker (CSI)
Gloria Perez vem recebendo crítica atrás de crítica pelos absurdos de Salve Jorge, e ela diz que o telespectador precisa voar um pouco para curtir mais a novela. Peraí Glorião, não precisamos de um realismo máximo (o pen drive da Nina tá aí para provar isso), mas precisamos acreditar na sua história e precisamos defendê-la. É criar um combo de qualidade com quantidade. Televisão precisa de audiência para sobreviver, mas não precisa subestimar a inteligência do telespectador. Avenida Brasil e Cordel Encantado, na TV aberta, e Mad Men e Downton Abbey, na TV fechada, são excelentes exemplos de programas com bons índices de audiência que prezam pela qualidade.

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