O fim

Não acompanho mais Glee com a mesma ansiedade que acompanhava as primeiras temporadas, a série se perdeu um pouco, se renovou com a temporada de NY e sofreu um baque com a morte do Cory. Aliás, seu episódio de despedida foi realmente emocionante, chorei do início ao fim.

E agora foi anunciado oficialmente o fim da série na sexta temporada, em 2014. Saber achar o ponto do fim é o grande desafio das séries. Até onde ir sem grandes enrolações? Algumas séries se bastam em duas ou três temporadas, outras têm vida longa com dez.

Acho que Glee não soube parar. Podia ter terminado antes, o fim ficou com gosto amargo. Até pela morte do Finn a série nunca mais será a mesma, essa é a verdade. Seu elenco original já está quase fora. Mercedes, Mike, Quinn, Puck e Brittany podiam ser coadjuvantes, mas eram essenciais na mistura. Os novatos pegaram o bonde desandando, aí é difícil mesmo.

Como já dizia nosso querido Finn Hudson “the show must go all over the place… or something”.

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ZzzZZzz

– Você tava dormindo? – pergunta meu amigo ao ouvir minha voz atendendo ao telefone.
– Não, to vendo o episódio novo de Revenge – eu respondo.

É assim, com muita preguiça que eu estou vendo a terceira temporada de Revenge.

Tramas de vingança são complicadas. Tem que ter começo, meio e fim, e Revenge perdeu o timing e está se arrastando. A cada episódio um personagem novo, um fio desencapado, uma trama mal resolvida, um lero lero danado.
Emilia, acorda! Seu tempo de vingança já deu! Era isso que eu queria falar para Emily Thorne. Te juro.

Muitos comparavam Revenge com Avenida Brasil, mas pera lá, desde O Conde do Monte Cristo vingança é um tema recorrente em séries e novelas. E em Avenida Brasil, que tinha data para acabar, nós até aceitamos o pen drive da Nina. Mas essa enrolação de Revenge que nós não sabemos até onde vai não está dando mais liga.

E não tem sentimento pior para um serie maníaco do que ver o seu amor por uma série acabar (ai como eu sou dramática).

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É Emily, fica aí pensando com essa cara de songa monga os rumos da sua vingança….

Na minha TV

“Como perde tempo com essas besteiras?”
“Não suporto TV, não vejo nada”
“Por que você gosta dessa porcaria de televisão?”
Quem nunca escutou ou falou alguma dessas frases? Pois eu resolvi respondê-las.

Porque eu aprecio Maggie Smith atuando em Downton Abbey.
Porque eu me surpreendo com o roteiro de Homeland.
Porque eu gostaria de trabalhar na Sterling Cooper & Partners de Mad Men.
Porque eu adoro os figurinos das novelas de época, como Lado a Lado.
Porque eu realmente me emociono com os participantes do X Factor.
Porque eu queria morar em NY, como as meninas de Girls.
Porque eu rio com Friends (da mesma piada, um milhão de vezes).
Porque as histórias de Orange is The New Black são ótimas.
Porque eu adoro eu adoro o povo do interior de Stars Hollow, de Gilmore Girls.
Porque eu posso desopilar com as novelas das sete, como Sangue Bom.
Porque um bom gancho prende qualquer um, como em Avenida Brasil.
Porque famílias malucas estão em todo lugar, inclusive em Calabasas com as Kardashians.
Porque até o futebol americano pode render uma boa série, como Friday Night Lights.
Porque amo anti-heróis como Tony Soprano.
Porque aprendi todo o jargão médico (em inglês e português) vendo ER.
Porque entendo que Glee é mais do que uma série sobre adolescentes na high school.
Porque eu também julgo a roupa alheia como o pessoal do Fashion Police.
Porque sou super adepta de uma bagunça como a do Esquenta.
Porque não é todo dia que conseguimos ver Fernandona Montenegro atuando, como agora em Saramandaia.

Das seis

Joia Rara. Ainda não me decidi como eu me sinto em relação à nova novela da TV Globo. Buda? To fora. Boas histórias, grandes vilões e lindas locações? To dentro.

Não há dúvidas que Thlema Guedes e Duca Rachid são as queridinhas da vez. Suas novelas são sucessos de audiência e de crítica, “Cordel Encantando” tinha uma estética linda e uma história boa. O último capítulo de “O Profeta” arcou 40 pontos e o de “Cama de Gato” 33. Considerando que a média de Flor do Caribe foi 21 pontos é perfeitamente compreensível como a emissora quer resgatar a audiência perdida.

Novela das seis é um bicho complicado. Enquanto a das sete tem aquele tom de humor contemporâneo e a das nove se leva a sério. Já a das seis é aquela que tem que agradar dos jovens que estão chegando do colégio às donas de casa. Eram de época, foram para o campo, enfim ficam meio no limbo sem muita identidade.

Mas vamos voltar para Joia Rara? Amora Mautner é a diretora, isso sozinho já é um bom motivo para conferir. Ela dirigiu Avenida Brasil e foi a grande responsável pelas cenas incríveis da família Tufão.

A trama se passa nos anos 30/40, ou seja, esperem figurinos e cenários belíssimos e a produção gravou no Nepal, em uma produção muito caprichada. Bruno Gagliasso e Bianca Bin formam o casal do amor impossível Franz e Amélia, e juntos tem a Pérola (interpretada por Mel Maia, a Rita de Avenida Brasil). O que ninguém sabe é que Pérola é a reencarnação do líder budista Ananda (Nelson Xavier). Muita viagem? É pode ser. Mas com uma boa mão não duvido que vá ser um novelão daqueles para ninguém botar defeito.

Só mais um post sobre The O.C.

The O.C. me deixou inspiradíssima!!!!! E quando eu falei que ia encher vocês de OC essa semana eu não estava mentindo.
Vi que vários sites e blogs fizeram matérias comemorativas dos 10 anos de The O.C. Pelo visto a série deixou boas lembranças para todo mundo.
Depois de melhores momentos e melhores músicas, estava faltando os melhores episódios. É para rever todos agorinha.

Piloto 1.01
Sim, O.C. foi daquelas séries apaixonantes que te conquistam no primeiro episódio. Assim sem mais nem menos, é uma coisa arrebatadora. Já de cara somos apresentados aos personagens e já entendemos como funciona a dinâmica familiar entre os Cohen e os Coopers.

The Escape 1.07
The O.C. adorava uma viagem e começou com pé direito em TJ, no México! E como o que acontece no México, fica no México o desbunde foi geral e Marissa já foi pra overdose. E Summer e Seth já iniciavam seu romance de gato e rato que nós amávamos.

The Homecoming 1.11
Amo esses feriados americanos, eles sempre rendem bons episódios hahahahahaha! Cono Thanksgiving em Orange County não foi diferente, Enquanto Marissa conhecia o passado de Ryan em Chino, Seth, pela primeira vez na vida tentava lidar com duas mulheres ao mesmo tempo. Isso sem falar em Caleb e Julie, o casal terror tentando se aproveitar da ceia dos Cohen.

The L.A. 1.22
The O.C. não se levava muito a sério e era cheio de referências e metalinguagem. The Valley, série fictícia preferida da Summer era exemplo disso, já que era uma paródia da própria série. Nesse episódio nosso quarteto vai para Los Angeles numa festa do ator do The Valley. No meio do caminho, eles encontram a tia do Seth trabalhando de stipper, Luke está pegando a mãe da Marissa, Ryan e Marissa estão quaaaaaase voltando, e até Paris Hilton deu uma pinta no episódio.

The Ties That Bind 1.27
Pra fechar a primeira temporada com chave de ouro. Ryan estava mais do que adaptado, mas Teresa chegou para bagunçar. E ele foi embora e a gente ficou com aquele gostinho triste…

The Mallpisode 2.15
A premissa é mais do que batida: o shopping fechou e o nosso quarteto ficou preso lá dentro. Seth e Summer tinham acabado de reatar, e Marissa e Ryan estavam voltando a ser amigos. Muitos corações para esse episódio.

The Return of the Nana 2.21
Outra viagem inspirada. Chorei de rir com Seth Cohen e sua interação com os velhinhos de Miami. E o Trey, irmão do Ryan, abusou da boa vontade da Marissa e tentou se aproveitar da moça…

The Aftermath 3.01
Quando a segunda temporada acabou o choque foi total. E a terceira começou com o pé direito, pena que se esbarrou pelo caminho. Mas nesse episódio quando o nosso quarteto foi passear de barco, nós sabemos exatamente porque amamos OC.

The Chrismukk-huh? 4.07
Uns dizem que a quarta temporada de O.C. foi um terror, eu acho exatamente ao contrário. Marissa era pesada demais. A quarta temporada foi mais leve e alegre e nesse Chrismukkah, Ryan e Taylor vão parar em um universo paralelo, onde Ryan não tinha aparecido em Orange County. Criatividade pura.

The Night Moves 4.15
Amo, amo, amo esse episódio. Depois de um terremoto todos os nossos amigos de Orange County precisam encontram um lugar seguro, alguns como Ryan e Kiki estão machucados e precisam ir para o hospital. Nesse episódio vemos cenas tão bonitas e fofas de amizade e cumplicidade. Seth e Ryan se tornam irmãos de sangue e todos estão são e salvos.